terça-feira, 30 de junho de 2009

Três curiosidades

1. Muito curiosa a maneira como Gilberto Kassab, o suposto Prefeito de São Paulo, pretende tratar o insuportável trânsito na metrópole. Ele decidiu restringir a circulação de fretados no centro e em algumas avenidas com alto índice de congestionamento. Até agora ele não conseguiu explicar como a priorização do transporte individual em detrimento do transporte coletivo vai contribuir com a diminuição do trânsito da cidade... Talvez Kassab acredite que os ex-usuários de fretados da Grande São Paulo, em vez de tirar os carros da garagem, vão vir ao Centro da Capital através do metrô lotado e dos péssimos ônibus convencionais.

2. Outra curiosidade vem da Colômbia, onde o Presidente Álvaro Uribe mantém uma intensa luta contra as FARC. Diz ele que a guerra é contra as drogas, de quem as FARC seriam associadas (as narcoguerrilhas, como parte da imprensa faz questão de frisar). Misteriosamente, depois de seis anos de tanto empenho e da quase aniquilação das FARC, a área de cultivo de coca aumentou 15%. Pelo visto, a batalha de Uribe não é contra as drogas, mas sim pelo monopólio do mercado.

3. Curiosamente, alguns direitistas reacionários que insistem em dizer que são democratas têm dito por ai que o Golpe de Estado em Honduras é legítimo, pois foi autorizado pela Suprema Corte. Gilmar Mendes já está esfregando as mãos...

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De São Paulo-SP.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Saiu a primeira morte oficial da Gripe influenza Tipo A (H1N1), vulgo gripe suína

E a imprensa alardeia que o Brasil tem 627 casos!!! É uma pandemia!

Mas de todos esses casos, quantos estão internados? Na semana passada eram apenas duas pessoas. Em resumo, os 627 casos no Brasil são uma contagem desde que foi confirmado o primeiro doente no País. Ou seja, é um número que sempre vai crescer, ou, no mínimo, vai estabilizar, mas diminuir nunca! A informação que interessa, de quantas pessoas estão doentes NESTE MOMENTO, a imprensa não divulga e ficamos com a impressão de que são centenas, mas na verdade são duas...

Outra curiosidade é que na Europa a doença é chamada de Gripe Americana, já que os EUA são o país com maior número de casos. No Brasil, além do cuidado dos jornalistas em não ofender ao Império, a mídia deixa a impressão de que o México e a Argentina são os maiores focos, mas esquecem de incluir o país de Obama na lista.

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De São Paulo-SP.

FOTO: http://absolutelybangkok.com/wp-content/uploads/2009/04/piggy.jpg

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Caiu mais um governador

Nessa sexta-feira (dia 26/06) o Tribunal Superior Eleitoral cassou mais um Governador eleito em 2006. Dessa vez foi o de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), que junto com seu vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS), perdeu o mandato por abuso de poder econômico.

Foi o terceiro caso do gênero, pois Cássio Cunha Lima (PSDB) da Paraíba e Jackson Lago (PDT) do Maranhão, ambos eleitos em 2006, também tiveram seus mandatos de governador cassados pelo TSE.

Mas, diferente dos outros dois casos, dessa vez o TSE não entregou o cargo ao segundo colocado (como José Maranhão e Roseana Sarney), mas determinou a realização de uma eleição indireta pela Assembléia Legislativa de Tocantins. À exceção dos cassados, qualquer cidadão do estado poderá concorrer.

De acordo com o TSE, no caso de Tocantins a posse não será concedida ao segundo colocado pelo fato da eleição ter sido definida ainda no 1º Turno. Tal decisão é muito mais democrática do que a ocorrida na Paraíba e no Maranhão, onde os candidatos derrotados assumiram o cargo.

Mas o ideal mesmo é que fosse feita uma alteração constitucional determinando que nos caso de eleição fraudada, seja convocado um novo pleito para que o cidadão escolha pelo voto direto seus novos governantes.

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De São Paulo-SP.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sinais

Michael Jackson morreu.

Gugu deixou o SBT.

Se o Sarney perder o mandato, não tenham dúvida: são os avisos para o fim do mundo!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Como funciona a democracia no Irã

Assim como no mundo “ocidental”, o poder no Estado Iraniano é dividido entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Tanto o Presidente quanto o Parlamento são eleitos pelo voto popular (como qualquer país “ocidental”, à exceção dos EUA, cujo voto para presidente é indireto...). Além disso, o Povo elege diretamente o Conselho de Especialistas, responsável por nomear o Líder Supremo do Irã e, eventualmente, destituí-lo.

O Líder Supremo é uma versão islâmica da Rainha da Inglaterra, pois quem governa de fato é o presidente.

Além disso, existe o Conselho de Guardiões, responsável por defender os valores islâmicos e a Constituição do Irã (muito parecido com o STF, ou a Suprema Corte Americana). É composto por seis clérigos indicados pelo Líder Supremo e seis juristas (em geral, também clérigos) propostos pelo Judiciário e aprovados pelo Parlamento.

Em resumo, a democracia Iraniana funciona muito parecido com uma monarquia constitucional, porém com alguns elementos religiosos.


FONTE: “Islã, legitimidade e cultura política: o movimento estudantil no Irã durante o período Khatami”, uma Dissertação de Mestrado da UNICAMP de autoria de YOUSSEF ALVARENGA CHEREM.

IMAGEM: http://2.bp.blogspot.com/__F7zUqR4W2k/Sj_9LlQOwGI/AAAAAAAAEbE/p6_NpTfCFSY/s1600-h/000iraa123.gif

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De São Paulo-SP.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Gilmar Mendes, o monarca

Que Supremo Tribunal Federal seja uma corte política até se entende. O que é inaceitável é a postura do Supremo-Presidente Gilmar Mendes ao tornar seu refém todo o ordenamento jurídico nacional.

Após derrubar a exigência do diploma de Jornalista para o exercício da profissão, Mendes deu uma declaração de que o mesmo pode ocorrer com outras profissões. Em resumo, o presidente do STF se outorgou o poder de derrubar toda a legislação trabalhista.

Como qualquer juiz, Mendes não pode ficar antecipando o resultado de ações hipotéticas, pois o Poder Judiciário deve ser provocado, não agir espontaneamente. Ao anunciar o resultado de uma ação que sequer foi impetrada, o Ministro do STF praticamente faz um chamado para que entrem com ação os que concordarem com sua opinião.

As estripulias de Gilmar Mendes demonstram que o STF definitivamente decidiu usurpar as tarefas do Poder Legislativo, com o agravante de que nenhum dos Ministros foi submetido a vontade popular através de eleição. Nossos parlamentares, por pior que sejam, ao menos foram escolhidos pelo Povo, bem diferente do STF.

FORA GILMAR!

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De São Paulo-SP.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Considerações sobre a Greve na USP

De fato, a condução política do SINTUSP durante a greve é desastrosa, mas o autodenominado movimento “anti-grevista” chega a ultrapassar as raias do ridículo.

Em primeiro lugar, tal movimento diz querer garantir seu direito à aula. Muito justo! Apenas é importante ressaltar que o SINTUSP é a representação dos funcionários, ou seja, se algum aluno está sem aula, deveria questionar à Associação dos Docentes, não ao Sindicato dos Trabalhadores. A propósito, pelo que consta, na FEA e na POLI (unidades onde o discurso do movimento ressoa com mais força) as aulas estão sendo ministradas normalmente.

Em segundo lugar, não existe qualquer sentido em fazer manifestações contra a greve, a não ser que se pretenda obrigar os funcionários a voltar ao trabalho. Esse tal flash mob é uma versão moderninha do chicote?

Em terceiro lugar, apelando para o pragmatismo, se a greve atinge tanto os sentimentos de alguns, seria mais prático que eles aderissem ao movimento fazendo manifestações pressionando a Reitora a atender as reivindicações.

Em quarto lugar, podemos até reconhecer que, talvez, os estudantes contra a greve sejam de fato maioria na USP, mas eles só devem ser assim tratados quando se organizarem e participarem das atividades e assembléias para apresentarem sua opinião. Enquanto ficarem escondidos atrás do computador, fazendo militância virtual através de “correntes de e-mail” e pesquisas on-line, não devem ser levados em consideração.

Por fim, todos os estudantes, até por uma questão de reacionarismo, deveriam repudiar a presença da PM dentro do campus, afinal, moramos em São Paulo, uma das cidades mais violentas do mundo, onde certamente existem vários lugares mais importantes para a PM estar presente. Bem mais do que coagindo trabalhadores, hostilizando estudantes e agredindo professores.

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De São Paulo-SP.

domingo, 21 de junho de 2009

Análise rasa, mas verdadeira

São muito simbólicos os resultados eleitorais na Europa e na América Latina. Enquanto no Velho Continente são promovidas grandes vitórias para partidos conservadores e de Direita, no Continente Rebelde são eleitos governos nacionalistas e de Esquerda.

São os reflexos da década do Neoliberalismo. Os Europeus foram beneficiários das políticas neoliberalizantes e escolheram governantes que buscarão manter seus privilégios e impedir que imigrantes de países pobres atrapalhem seu bem estar. Diferente do que ocorre na América Latina, vítima dos efeitos perversos da onda neoliberal e que vota a favor da mudança e de políticas econômicas e sociais que diminuam a pobreza e o subdesenvolvimento.

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De Cotia-SP.

sábado, 20 de junho de 2009

Será o fim da Fórmula 1?

Claro que não!

De fato existem fortes possibilidades de um racha que separe a FOTA (Associação das Equipes) e a FIA (Organizadora do Campeonato). Mas isso não vai acabar com a Fórmula 1, talvez acabe com a FIA.

Se as equipes da FOTA (lideradas pela Ferrari) romperem com a FIA, o campeonato continuará existindo, mas sem o glamoroso nome de Fórmula 1. Afinal de contas, o que atrai na atual Fórmula 1 são as equipes e os circuitos, que são públicos em sua maioria, ou seja, basta readequar o calendário e manter as provas. Mesmo que isso não fosse possível, existem circuitos que privilegiariam a FOTA (como Mônaco, cujo príncipe declarou que cede o Grande Prêmio ao campeonato disputado pela Ferrari) e circuitos que foram dispensados pela Fórmula 1 (como Silverstone, entre outros grandes).

Outra questão importante a ser considerada é que o tal racha é provável, mas ainda não se concretizou. E, o mais importante, apesar dos debates em torno das regras, do teto orçamentário e da democracia nas decisões da FIA, o que importa mesmo para as equipes são os direitos comerciais sobre as transmissões televisivas do campeonato. Raposas velhas que são, Max Mosley e Bernie Ecclestone devem propor um bom acordo antes de qualquer racha, afinal, são eles os maiores perdedores.

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De Cotia-SP.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ciro e Dilma: ainda falta muita água passar debaixo dessa aliança

A idéia de lançar Ciro Gomes (PSB-CE) para Governador de São Paulo com apoio do PT é boa, mas falta combinar com as partes.

O primeiro a ser convencido é Ciro, que até segunda ordem, é candidato a Presidente da República. Com ou sem Dilma Rousseff (PT), o Deputado do PSB considera ter grandes chances de se viabilizar como alternativa, pois agrega setores governistas e atrai votos que seriam de José Serra (PSDB).

O segundo a ser convencido é o PT de São Paulo. O Partido dos Trabalhadores não é muito conhecido pelo seu altruísmo e, ao contrário, não vê problemas em acabar com qualquer aliado que for necessário para manter sua hegemonia. Apesar de muito alardeada, a candidatura de Dilma não é consenso no partido, ou seja, menos consenso seria um acordo para declarar apoio a uma candidatura não-petista ao Governo de São Paulo.

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De Cotia-SP.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Em defesa do diploma de Jornalista

O fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalista parece um avanço, mas não é. Já dizia o Frade Dominicano francês, Henri Lacordaire, que “entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o patrão e o operário, é a liberdade que oprime e a lei que liberta”.

A conseqüência imediata do fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalista é a desregulamentação da profissão. A partir de agora, os donos dos jornais, rádios, emissoras de televisão e outros meios de comunicação tem pleno direito de contratarem não-jornalistas para o serviço jornalístico. Os não-jornalistas, diferente dos jornalistas, não são uma categoria organizada, com sindicato, direito à piso salarial, dissídio coletivo etc. Conseqüentemente, os jornalistas terão que se submeter às mesmas condições de sub-emprego dos não-jornalistas se quiserem manter seus empregos, afinal, a partir de agora deixam de ser essenciais ao exercício do jornalismo.

A outra conseqüência do fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalista é que passa a ser mais difícil exigir algum tipo de responsabilidade dos jornais e meios de comunicação em geral. Sem a Lei de Imprensa, a única coisa que garantia alguma responsabilidade no exercício do jornalismo era a formação universitária do jornalista. Se isso deixa de ser obrigatório, o que forçará uma reportagem consultar duas fontes, ou ouvir o outro lado? Acreditar que um simples Manual de Redação vai tornar mais séria a nossa imprensa é muita leviandade.

O ideal para o jornalismo é que continuasse sendo obrigatório o diploma, mas havendo uma flexibilidade para algumas funções especializadas como comentaristas, colunistas etc. Porém, para o restante das funções de um jornal, o diploma continua sendo essencial!

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De São Paulo-SP.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Blog chega na 100ª publicação!

Na centésima publicação deste blog, aproveitamos para fazer homenagem a dois grandes nomes do Movimento Estudantil.

O primeiro deles é Carlos Eduardo, recém eleito Presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo. Carlos já foi dirigente da UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas), onde foi um dos principais organizadores de grandes lutas, com destaque especial às grandes manifestações pelo Passe Livre e contra os aumentos da passagem. Depois foi Presidente da UJS da Capital do Estado de São Paulo. É estudante da São Judas.

O segundo homenageado é Augusto Chagas, o presidente que se despede da UEE-SP após duas gestões de muita luta e muito trabalho em defesa dos estudantes. Seria em vão o esforço de resumir aqui algumas das batalhas lideradas pela UEE sob a liderança de Chagas, então posteriormente publicaremos um balanço da gestão contado tudo o que foi feito. Augusto começou no movimento estudantil da UNESP, onde foi presidente do DA e do DCE. Atualmente estuda na USP.

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De Campinas-SP.

domingo, 14 de junho de 2009

9º Congresso da UEE-SP


Devido ao Congresso da UEE-SP, realizado entre os dias 11, 12 e 13 de junho em Campinas, o blog está parado desde sábado dia 06/06 (número cabalístico).

As atividades retomam a normalidade a partir de amanhã!

P.S.: Parabéns, Carlão! Nosso líder!

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De Campinas-SP.

sábado, 6 de junho de 2009

PETROBRÁS: Outro padrão

A maior empresa do Brasil não se constitui apenas de um patrimônio econômico, mas também de uma postura exemplar! Desde o dia 2 de junho, a Petrobrás publica um blog em que divulga fatos, dados e o posicionamento da empresa com relação a CPI em curso no Congresso.

Tal medida, além de transparente e democrática, serve de exemplo para outras empresas e para o Poder Público. Por outro lado, a medida desagradou alguns meios de comunicação, que se sentiram “invadidos”... Não estão muito acostumados a serem notícia, já que passam a maior parte do tempo controlando o que deve ser lido pelos Brasileiros. A iniciativa da Petrobrás é genial, pois garante o livre acesso ao conteúdo completo do que foi perguntado para a empresa, não apenas o que for publicado (e filtrado) pela Folha de S. Paulo, pelo Globo ou pelo Estadão.

Parabéns Petrobrás! Grande iniciativa!

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De São Paulo-SP.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Volta Cuba!

Há 47 anos os países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) cometeram uma das maiores excrescências da Política Internacional ao expulsar Cuba da organização. Foram 14 votos pela expulsão, 1 contrário (de Cuba) e 6 envergonhadas abstenções (incluindo o Brasil de João Goulart). A desculpa para a expulsão de Cuba foi a oficial adesão de seu governo ao Marxismo-Leninismo que, segundo a resolução da OEA, “quebra a unidade e solidariedade do hemisfério”... Em suma, o fato dos Estados Unidos invadirem militarmente outros países do continente não ameaça a solidariedade do hemisfério, mas o alinhamento de Cuba ameaça. O resto da história conhecemos bem: com apoio financeiro e logístico dos EUA, a maior parte dos países membros da OEA caíram sob o julgo de sangrentas ditaduras.

A recente decisão de autorizar a re-filiação de Cuba na OEA é uma prova de que o mundo realmente mudou e que os países do continente não são mais absolutamente submissos ao Império Americano. O mais importante foi a derrota da proposta estadunidense de condicionar a re-filiação de Cuba à reformas.

Para atrapalhar a festa, o ex-presidente cubano, Fidel Castro, declarou que acha que a ilha não deve voltar à OEA, já que está organização é cúmplice de crimes contra Cuba. Anteriormente ele havia proposto a extinção da OEA e a instauração de outra organização no lugar, dessa vez sem os EUA.

De fato, Fidel tem alguma razão nas denúncias, mas se Cuba decidir ficar fora da OEA, a vitória da “rebeldia” latino-americana contra a política externa dos EUA terá efeito inverso. O não-ingresso de Cuba na OEA será usado pelos Estados Unidos como prova de que a pequena ilha não quer se integrar ao resto do continente e que, por isso, representa um perigo, mantendo assim o vil embargo econômico.

Com todo respeito a Fidel, torcemos para que, nessa questão, o Presidente Raúl Castro seja menos orgulhoso e mais pragmático que o irmão.

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De Campinas-SP.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

PMDB é o PT amanhã

O PMDB é o maior partido do País, com maior número de filiados, de Vereadores, de Prefeitos, de Governadores, de Deputados Federais e Senadores, além de seis ministros. Apesar disso, não tem um nome nacional para disputar a Presidência da República, ou seja, é a noiva da vez, disputada pelo PT e pelo PSDB.

A tendência é que o PSDB leve a melhor...

Parte do PMDB quer apoiar José Serra, sendo liderados pelo ex-governador Orestes Quércia e pelo Senador pernambucano Jarbas Vasconcelos, pelo Governador paranaense Rubens Requião (pois é, pois é, pois é!) e pelo Presidente da Câmara Michel Temer. Além disso, Quércia tem feito articulação para garantir ao tucano o apoio do baiano Geddel Vieira Lima (Ministro da Integração), de José Fogaça (Prefeito de Porto Alegre-RS), de Garibaldi Alves (Senador pelo Rio Grande do Norte), de Jader Barbalho (Deputado Federal pelo Pará), de Iris Rezende (Prefeito de Goiânia-GO) e de Luiz Henrique da Silveira (Governador de Santa Catarina). As chances de grande parte dessa turma embarcar na candidatura de Serra é grande, pois todos estes, nos seus estados de origem, ou tem problemas com o PT, ou tem boas alianças com o PSDB. Enfim, é a política estadual dirigindo as decisões nacionais.

PT e PMDB são dois partidos muito parecidos. Ambos iniciaram sua trajetória na Esquerda e aos poucos foram se dirigindo ao centro do espectro político. Ao atingirem o poder, os dois partidos foram inflados por todo tipo de oportunista e fisiologistas. São os dois partidos com mais força, estrutura e inserção nacional. O mais natural é que eles disputem o mesmo espaço, o que dificulta alianças.

Como foi bem apontado pela colunista Lúcia Hippolito da CBN, apesar de parecidos, o PT e o PMDB têm uma diferença crucial, enquanto o primeiro tem uma tática nacional, o segundo é regionalista. Sendo assim, as disputas regionais afastam o PMDB de uma aliança, a não ser que uma decisão do Diretório Nacional do PT imponha isso aos seus Diretórios Estaduais. O que é difícil.

A tendência é que, a cada dia, o PT fique mais parecido com o PMDB. Vejam um aspecto interessante: até o escândalo do Mensalão, havia um influente setor da chamada “Esquerda Petista”, composta por uma dezena de pequenos grupos ideológicos, radicais e puristas. Essa tal “Esquerda do PT” ainda existe, mas hoje é apenas decorativa, não influencia e nem faz barulho, um processo mais ou menos parecido com o antigo Grupo Autêntico do MDB, que foi derrotado pelo Centrão... Existe coisa mais parecida com o Centrão do que a Articulação do PT (o Campo Majoritário, hoje rebatizado de Construindo um Novo Brasil)?

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De Campinas-SP.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Estadão e a Greve da USP

Na quarta-feira (03/06) o jornalão O Estado de S. Paulo publicou editorial intitulado “A Greve da USP” em que demonstrou toda sua ideologia reacionária e praticamente declara apoio ao pré-candidato presidencial José Serra (que nas horas vagas é Governador de São Paulo). Além do curioso fato do editorial simplesmente ignorar que a causa das sucessivas greves é a falta de uma política salarial para a universidade, o Estadão destila oito parágrafos atacando os sindicatos de trabalhadores e professores da USP, bem como o Movimento Estudantil.

Mas a melhor parte é essa transcrita abaixo:

A pauta de reivindicação dos professores também é corporativa e política. Além do reajuste salarial, eles pedem a expansão do ensino superior público, autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, democratização da estrutura administrativa e do funcionamento dos colegiados e revogação das "políticas que terceirizam o trabalho".

A pauta de reivindicação corporativa e política... Muito curioso! Existe algum outro tipo de reivindicação? Ao que se sabe, toda reivindicação, ou é corporativa (quando reivindica para a categoria) ou é política (cujo teor é exatamente o contrário da corporativa, já que reivindica ações que beneficiem o restante da sociedade).

Ao criticar os professores por terem uma pauta corporativa e política, implicitamente o Estadão declara-se contra absolutamente qualquer tipo de greve... Mas isso não surpreende mais ninguém.


Quem quiser conferir o Editorial, leia aqui o original.

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De Campinas-SP.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Windows 7 chegou, hora de evoluir para o Vista

A Microsoft anunciou que o Windows 7 será lançado em 22 de outubro.

DICA DE ESPECIALISTA: Compre o Windows Vista, versão imediatamente anterior ao Windows 7.

EXPLICAÇÃO: Tradicionalmente as versões do Windows são lançadas cheias de bugs, que serão resolvidas aos poucos, ou seja, enquanto o Windows 7 vai dar um monte de problemas para os usuários “apressadinhos”, a versão do Windows Vista atingiu a maturidade e já teve todos os seus bugs corrigidos.

Quem avisa amigo é!


EM TEMPO: Provavelmente todas as "inovações" do Windows 7 já existem há um tempão em alguma versão do MAC OS ou do Linux...

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De Campinas-SP.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Filho de peixe, peixinho é

Essa brincadeira de “ditabranda” atingiu não apenas a credibilidade da Folha de S. Paulo, mas também seu bolso. Não foram poucos os pedidos de cancelamento de assinatura desse jornal por causa do infeliz editorial (que depois gerou até retratação, coisa rara em um órgão tão arrogante como esse).

De uns tempos para cá, a Folha lançou uma agressiva campanha em busca de novos assinantes. A campanha tenta reforçar a imagem do jornal como amplo, plural e democrático. A Folha gosta de se apresentar assim, mas sua história é exatamente o inverso.

Além de entusiasta do golpe de 64, a Folha de S. Paulo foi uma ardorosa apoiadora da Ditadura que, segundo Beatriz Kushnir (“Cães de Guarda”, da Boitempo Editorial), cedia carros para o DOI-Codi levar suas vítimas. Também demitiram Cláudio Abramo para agradar um general. Otavio Frias pai sempre foi um notório malufista e assim dirigia seu jornal.

A virada ocorreu durante o governo Collor. Após uma invasão da Política Federal às dependências da Folha, Otavio Frias Filho resolveu deixar de lado sua vida de playboy para assumir o jornal da família. A partir de então a Folha assumiu uma linha editorial mais ampla e plural, mas pero no mucho, já que sempre esteve mais alinhada ao PSDB.

A Folha e os tucanos estão tão atrelados que o jornal acompanhou o processo de direitização do PSDB. E, enquanto o Governador Serra assume o papel de Paulo Maluf como representante-maior do conservadorismo paulista, Frias filho se tornou uma réplica de Frias pai. Tão igual a ponto de redigir editoriais aliviando a Ditadura a quem serviram com ardor e paixão.


LEIA TAMBÉM: O excelente artigo de Rodrigo Vianna sobre as hipócritas críticas da Folha sobre a distribuição da verba federal de publicidade.


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De Campinas-SP.