segunda-feira, 11 de abril de 2011

3 argumentos pelo Desarmamento


Antes de tudo, é bom lembrar que existem dois tipos de violência:

a) A violência causada pelo crime e que deve ser combatida pela segurança pública, e;

b) A violência causada pelos cidadãos “de bem”, que é um problema social cujas soluções são de longo prazo, mas que pode ser mitigada se retirarmos de circulação os instrumentos usados para essa violência: as armas de fogo.


Agora vamos aos argumentos em favor do Desarmamento:

1º argumento - A proibição da venda de armas e munições não vai eliminar o crime, mas vai diminuir sensivelmente os casos de violência doméstica, brigas de bar, assassinatos no trânsito, crimes passionais e massacres em escolas. A entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento já garantiu queda nestes índices, mesmo sem a total proibição no comércio de armas.

2º argumento - O desarmamento da população também vai diminuir a quantidade de armas em poder dos bandidos, afinal, a maioria delas teve origem lícita e foi roubada. É mentirosa a tese de que a maioria dos crimes é cometida por armas contrabandeadas de fora do País.

3º argumento - A vítima de um ataque com arma branca tem muito mais chances de defesa e sobrevivência do que a vítima de um crime com arma de fogo. O argumento de que “quem quer matar dá um jeito” é furado, pois sem armas de fogo, as vítimas podem ao menos tentar se defender.

Desculpem a obviedade, mas armas são instrumentos feitos para matar. Não faz sentido a omissão do Estado em permitir que alguns indivíduos portem tais instrumentos para serem utilizados contra outros membros da sociedade.

DESARMAMENTO JÁ!


EM TEMPO: Grupos radicais de extrema-esquerda e extrema-direita (que geralmente têm mais semelhanças do que diferenças) são contra o Desarmamento porque “as armas são a única chance de defesa do cidadão contra a opressão do Estado”. Bom, no Brasil o crime organizado detém duas vezes mais armas do que toda a polícia e o Exército somados. Os grupos privados de segurança pública também. Enfim, a posse das armas que hoje são legalmente comercializadas para os cidadãos não é o suficiente para garantir revolução alguma. Além disso, a revolução é um ato de ruptura da ordem instituída, ou seja, seus atores não concordam com as leis em vigor e querem, pela força das armas, derrotar o sistema. Sendo assim, nada mais natural que tal revolução seja feita através de armas adquiridas ilegalmente.

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De São Paulo-SP.

Tirinha dos Malvados: http://www.malvados.com.br/


Outros artigos sobre o tema:

Retomando um velho debate

Polícia Militar: Propostas malucas! Ou não?

4 comentários:

  1. Nem me dou ao trabalho de comentar...

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  2. nem vale á pena comentar achei até que fosse na ironia kkkk

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  3. É serio isso? Agora pode sair do seu mundo romântico e enfeitado, ok?

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  4. Nossa que falta de esforço intelectual kkkkkk puta merda!!

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