Uma forma de opinar sobre o filme “Lula: O Filho do Brasil” é a partir do mérito técnico: se a fotografia é bonita, se o roteiro foi bem elaborado, se os atores interpretam bem, se a trilha sonora emociona etc.
Outro grupo de pessoas, na hora de avaliar o filme, envolve sua opinião sobre o Presidente em si: quem é contra o Governo Lula acha o filme é chapa branca enquanto os simpatizantes de Lula acham que o filme é o reconhecimento merecido deste grande estadista.
Além do setor que acha o filme chapa-branca existe outro grupo de pessoas cuja avaliação é desfavorável ao filme, mas justificam sua crítica por conta da escolha do tema, que segundo a eles não tem muita pertinência. Este setor é aquele que se sente pessoalmente atingido com os altíssimos índices de popularidade do Presidente.
Independente da avaliação técnica do filme ou da opinião política que se pode fazer dele (se é chapa branca ou não), certamente que o tema é pertinente. Todo governante Brasileiro, por pior que tenha sido, é tema cabível para um filme, afinal trata-se de nossa história. E de todos nossos governantes, gostando ou não deles, Lula é aquele cuja história de vida é mais interessante. Sua trajetória é comparável à de Ghandi ou Mandela, a quem ninguém em sã consciência reputaria como tema inadequado a um filme.
Comparemos a nossa situação com a dos Estados Unidos: dia sim, dia não, são gravados filmes sobre John Kennedy, que não fez nada de excepcional na vida, exceto sua eleição e seu assassinato. Independente da opinião dos americanos sobre Kennedy, eles certamente consideram a vida deste presidente merecedora de virar tema de filme. O mesmo sentimento deveriam ter os Brasileiros com nossa história e, considerando a bilheteria do filme, provavelmente têm!
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De São Paulo-SP.
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