segunda-feira, 14 de março de 2011

Alguém ouviu/leu/viu falar de Wisconsin?

Todo mundo sabe que nossa imprensa é uma porcaria. Os jornalistas até se esforçam, mas os editores, chefes de redação e donos dos jornais (revistas, emissoras de TV e rádio, portais de internet etc) é que determinam a pauta e o teor das reportagens. Atualmente, nove ou dez famílias dominam toda a comunicação do País e todas tem a mesma opinião. Em suma, o cidadão mais bem informado, se não ler/assistir/ouvir veículos externos ou alternativos, então só estará ouvindo uma única opinião.

Se a mídia é ruim, a cobertura internacional é abaixo disso. Na verdade, não existe cobertura internacional, pois os órgãos de comunicação apenas selecionam e traduzem releases das grandes agências internacionais (AFP, EFE, AP e Reuters). Sendo assim, muitas vezes o leitor Brasileiro é “presenteado” com notícias e reportagens que não têm a menor relevância interna, mas que tiveram repercussão na matriz (EUA e Europa).

E o pior, em alguns casos, a seleção do noticiário internacional é tão subserviente, que existem casos de assuntos incômodos que dominam a mídia americana, mas que não são publicados aqui para não “ofender” os americanos.

É o caso das manifestações em Wisconsin, estado do centro-leste americano. O governador deste estado tem tomado uma série de medidas anti-sindicais (sim, não só os EUA tem sindicatos, como os sindicatos são fortíssimos!). Como reação, os sindicatos organizaram manifestações maiores que os protestos contra a Guerra do Vietnã. E o que saiu na imprensa Brasileira sobre o assunto? Nada! Até parece que só no Oriente Médio e no Norte da África o povo está nas ruas...

Que a imprensa se calasse sobre as manifestações contra a Guerra do Vietnã, até poderíamos entender, afinal, era Ditadura, tinha censura, repressão etc. Porém, nos dias de hoje, é injustificável que a cobertura jornalista de manifestações tão expressivas sejam omitidas. Trata-se de mau jornalismo! Coisa de gente incompetente!

A única exceção nessa unanimidade silenciosa (sem falar da heróica mídia alternativa) foi o programa Manhattan Connection, atualmente na GloboNews. Ocorre que o programa é pautado, dirigido e gravado diretamente de Nova Iorque, ou seja, está mais influenciado pela mídia dos EUA do que pela nossa.

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De São Paulo-SP.

Endereço da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTuV8_N1zruoWE2HAv_Gy-CamgfrnpVgxyiJZm6jXiiWg3Q0r5seBEfz3SaBy3X3TV012AA5HUGe6S-T0uPOXYsS9AhfP-9c8UzddZw4sJRb0sIXdjlULfo5R3ga_NZEsu6YhyphenhyphenEEL9O7g/s320/papel+amassado.jpg

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