terça-feira, 23 de junho de 2009

Gilmar Mendes, o monarca

Que Supremo Tribunal Federal seja uma corte política até se entende. O que é inaceitável é a postura do Supremo-Presidente Gilmar Mendes ao tornar seu refém todo o ordenamento jurídico nacional.

Após derrubar a exigência do diploma de Jornalista para o exercício da profissão, Mendes deu uma declaração de que o mesmo pode ocorrer com outras profissões. Em resumo, o presidente do STF se outorgou o poder de derrubar toda a legislação trabalhista.

Como qualquer juiz, Mendes não pode ficar antecipando o resultado de ações hipotéticas, pois o Poder Judiciário deve ser provocado, não agir espontaneamente. Ao anunciar o resultado de uma ação que sequer foi impetrada, o Ministro do STF praticamente faz um chamado para que entrem com ação os que concordarem com sua opinião.

As estripulias de Gilmar Mendes demonstram que o STF definitivamente decidiu usurpar as tarefas do Poder Legislativo, com o agravante de que nenhum dos Ministros foi submetido a vontade popular através de eleição. Nossos parlamentares, por pior que sejam, ao menos foram escolhidos pelo Povo, bem diferente do STF.

FORA GILMAR!

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De São Paulo-SP.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Considerações sobre a Greve na USP

De fato, a condução política do SINTUSP durante a greve é desastrosa, mas o autodenominado movimento “anti-grevista” chega a ultrapassar as raias do ridículo.

Em primeiro lugar, tal movimento diz querer garantir seu direito à aula. Muito justo! Apenas é importante ressaltar que o SINTUSP é a representação dos funcionários, ou seja, se algum aluno está sem aula, deveria questionar à Associação dos Docentes, não ao Sindicato dos Trabalhadores. A propósito, pelo que consta, na FEA e na POLI (unidades onde o discurso do movimento ressoa com mais força) as aulas estão sendo ministradas normalmente.

Em segundo lugar, não existe qualquer sentido em fazer manifestações contra a greve, a não ser que se pretenda obrigar os funcionários a voltar ao trabalho. Esse tal flash mob é uma versão moderninha do chicote?

Em terceiro lugar, apelando para o pragmatismo, se a greve atinge tanto os sentimentos de alguns, seria mais prático que eles aderissem ao movimento fazendo manifestações pressionando a Reitora a atender as reivindicações.

Em quarto lugar, podemos até reconhecer que, talvez, os estudantes contra a greve sejam de fato maioria na USP, mas eles só devem ser assim tratados quando se organizarem e participarem das atividades e assembléias para apresentarem sua opinião. Enquanto ficarem escondidos atrás do computador, fazendo militância virtual através de “correntes de e-mail” e pesquisas on-line, não devem ser levados em consideração.

Por fim, todos os estudantes, até por uma questão de reacionarismo, deveriam repudiar a presença da PM dentro do campus, afinal, moramos em São Paulo, uma das cidades mais violentas do mundo, onde certamente existem vários lugares mais importantes para a PM estar presente. Bem mais do que coagindo trabalhadores, hostilizando estudantes e agredindo professores.

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De São Paulo-SP.

domingo, 21 de junho de 2009

Análise rasa, mas verdadeira

São muito simbólicos os resultados eleitorais na Europa e na América Latina. Enquanto no Velho Continente são promovidas grandes vitórias para partidos conservadores e de Direita, no Continente Rebelde são eleitos governos nacionalistas e de Esquerda.

São os reflexos da década do Neoliberalismo. Os Europeus foram beneficiários das políticas neoliberalizantes e escolheram governantes que buscarão manter seus privilégios e impedir que imigrantes de países pobres atrapalhem seu bem estar. Diferente do que ocorre na América Latina, vítima dos efeitos perversos da onda neoliberal e que vota a favor da mudança e de políticas econômicas e sociais que diminuam a pobreza e o subdesenvolvimento.

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De Cotia-SP.

sábado, 20 de junho de 2009

Será o fim da Fórmula 1?

Claro que não!

De fato existem fortes possibilidades de um racha que separe a FOTA (Associação das Equipes) e a FIA (Organizadora do Campeonato). Mas isso não vai acabar com a Fórmula 1, talvez acabe com a FIA.

Se as equipes da FOTA (lideradas pela Ferrari) romperem com a FIA, o campeonato continuará existindo, mas sem o glamoroso nome de Fórmula 1. Afinal de contas, o que atrai na atual Fórmula 1 são as equipes e os circuitos, que são públicos em sua maioria, ou seja, basta readequar o calendário e manter as provas. Mesmo que isso não fosse possível, existem circuitos que privilegiariam a FOTA (como Mônaco, cujo príncipe declarou que cede o Grande Prêmio ao campeonato disputado pela Ferrari) e circuitos que foram dispensados pela Fórmula 1 (como Silverstone, entre outros grandes).

Outra questão importante a ser considerada é que o tal racha é provável, mas ainda não se concretizou. E, o mais importante, apesar dos debates em torno das regras, do teto orçamentário e da democracia nas decisões da FIA, o que importa mesmo para as equipes são os direitos comerciais sobre as transmissões televisivas do campeonato. Raposas velhas que são, Max Mosley e Bernie Ecclestone devem propor um bom acordo antes de qualquer racha, afinal, são eles os maiores perdedores.

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De Cotia-SP.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ciro e Dilma: ainda falta muita água passar debaixo dessa aliança

A idéia de lançar Ciro Gomes (PSB-CE) para Governador de São Paulo com apoio do PT é boa, mas falta combinar com as partes.

O primeiro a ser convencido é Ciro, que até segunda ordem, é candidato a Presidente da República. Com ou sem Dilma Rousseff (PT), o Deputado do PSB considera ter grandes chances de se viabilizar como alternativa, pois agrega setores governistas e atrai votos que seriam de José Serra (PSDB).

O segundo a ser convencido é o PT de São Paulo. O Partido dos Trabalhadores não é muito conhecido pelo seu altruísmo e, ao contrário, não vê problemas em acabar com qualquer aliado que for necessário para manter sua hegemonia. Apesar de muito alardeada, a candidatura de Dilma não é consenso no partido, ou seja, menos consenso seria um acordo para declarar apoio a uma candidatura não-petista ao Governo de São Paulo.

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De Cotia-SP.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Em defesa do diploma de Jornalista

O fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalista parece um avanço, mas não é. Já dizia o Frade Dominicano francês, Henri Lacordaire, que “entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o patrão e o operário, é a liberdade que oprime e a lei que liberta”.

A conseqüência imediata do fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalista é a desregulamentação da profissão. A partir de agora, os donos dos jornais, rádios, emissoras de televisão e outros meios de comunicação tem pleno direito de contratarem não-jornalistas para o serviço jornalístico. Os não-jornalistas, diferente dos jornalistas, não são uma categoria organizada, com sindicato, direito à piso salarial, dissídio coletivo etc. Conseqüentemente, os jornalistas terão que se submeter às mesmas condições de sub-emprego dos não-jornalistas se quiserem manter seus empregos, afinal, a partir de agora deixam de ser essenciais ao exercício do jornalismo.

A outra conseqüência do fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalista é que passa a ser mais difícil exigir algum tipo de responsabilidade dos jornais e meios de comunicação em geral. Sem a Lei de Imprensa, a única coisa que garantia alguma responsabilidade no exercício do jornalismo era a formação universitária do jornalista. Se isso deixa de ser obrigatório, o que forçará uma reportagem consultar duas fontes, ou ouvir o outro lado? Acreditar que um simples Manual de Redação vai tornar mais séria a nossa imprensa é muita leviandade.

O ideal para o jornalismo é que continuasse sendo obrigatório o diploma, mas havendo uma flexibilidade para algumas funções especializadas como comentaristas, colunistas etc. Porém, para o restante das funções de um jornal, o diploma continua sendo essencial!

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De São Paulo-SP.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Blog chega na 100ª publicação!

Na centésima publicação deste blog, aproveitamos para fazer homenagem a dois grandes nomes do Movimento Estudantil.

O primeiro deles é Carlos Eduardo, recém eleito Presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo. Carlos já foi dirigente da UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas), onde foi um dos principais organizadores de grandes lutas, com destaque especial às grandes manifestações pelo Passe Livre e contra os aumentos da passagem. Depois foi Presidente da UJS da Capital do Estado de São Paulo. É estudante da São Judas.

O segundo homenageado é Augusto Chagas, o presidente que se despede da UEE-SP após duas gestões de muita luta e muito trabalho em defesa dos estudantes. Seria em vão o esforço de resumir aqui algumas das batalhas lideradas pela UEE sob a liderança de Chagas, então posteriormente publicaremos um balanço da gestão contado tudo o que foi feito. Augusto começou no movimento estudantil da UNESP, onde foi presidente do DA e do DCE. Atualmente estuda na USP.

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De Campinas-SP.