segunda-feira, 9 de maio de 2011

O "país" São Paulo seria mais pobre do que o estado de São Paulo

Uma discussão boba que surge de vez em quando é aquela sobre a ridícula idéia separatista de alguns estados Brasileiros, entre eles, São Paulo. Trata-se de uma visão estapafúrdia de alguns saudosistas da República Velha e da Revolução de 32.

Tais saudosistas acreditam que São Paulo independente seria um país mais rico que o resto do Brasil. Segundo eles, o dinheiro está aqui (São Paulo) e, por conta do governo nacional, é dividido com os demais estados, empobrecendo os paulistas. Nada mais falso.

Apenas para fazer um exercício histórico, voltemos à Revolução de 32. Ainda que não fosse um evento separatista, imaginemos que seu resultado fosse a separação de São Paulo. Na época, a industrialização deste estado era insipiente e não sustentável. Além disso, as elites paulistas eram compostas por latifundiários exportadoras de café que tinham uma visão econômica antiindustrialista, uma vez que eram totalmente contrários às medidas protecionistas que Vargas aplicou e resultou no desenvolvimento da indústria Brasileira (localizada em São Paulo). Se o Estado de São Paulo se tornasse independente em 1932, seguiria uma política econômica e social igual a da República Velha e resultaria em um país parecido com o Uruguai.

Quando se fala que em São Paulo “está a grana”, é importante lembrar de onde veio tal grana. O parque industrial paulista vende para todo o mercado consumidor Brasileiro, uma vez que, por fazer parte do mesmo país, seus produtos não sofrem taxas alfandegárias. Sem tal mercado consumidor (Brasil), a industria paulista seria infinitamente menor, uma vez que só buscaria atender ao mercado interno. Apenas com o aquecimento gerado pelo mercado interno nacional (de todo o Brasil) é que a industria consegue força suficiente para exportar. Sem o mercado Brasileiro, São Paulo não teria força.

Além disso, é importante lembrar que as indústrias que aqui estão não são exatamente daqui. Quando uma montadora automobilística estrangeira se instala em São Paulo, ela não visa vender para os paulistas, mas vender para o Brasil. Se São Paulo não fizesse parte do Brasil, existiriam taxas alfandegárias para a exportação de bens paulistas para o Brasil, ou seja, as montadoras optariam por se instalar em outros estados Brasileiros.

Isso tudo sem se falar nas facilidades que São Paulo tem, como estado-membro do Brasil, para os produtos de matéria prima de outros estados. Produtos agrícolas, gado, minérios e demais produtos primários usados pela industria paulistas seriam vendidos prioritariamente para o resto da industria Brasileira, ou seja, o “país” São Paulo teria de importar tais produtos com preços muito maiores do que hoje tem acesso.

A visão de que São Paulo seria melhor sem o Brasil não é ancorada na realidade. Trata-se de uma visão saudosista de um tempo que sequer existiu.

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De São Paulo-SP.

domingo, 8 de maio de 2011

Terrorismo americano

Do ponto de vista político (no sentido mais maquiavélico da palavra) a morte de Osama bin Laden é uma vitória para os Estados Unidos. Foram atacados, revidaram e venceram. Cidadãos jubilantes saíram às ruas com garrafas de champanhe para comemorar o assassinato daquele que era considerado seu maior inimigo.

Do ponto de vista jurídico, trata-se de um crime cometido pelo Governo Americano. Bin Laden é acusado de crimes nos Estados Unidos, cuja jurisdição não se estende até o Paquistão, país que teve sua soberania violada pela incursão militar norte-americana. A informação que levou à localização de bin Laden foi obtida sob tortura na prisão de Guantánamo (onde 50% dos presos eram inocentes). Além disso, se bin Laden é acusado de um crime, tinha direito a um julgamento justo, conforme determina a Emenda VI da própria Constituição dos EUA. Mas, em vez disso, o que ocorreu foi uma execução sumária de um homem desarmado e ocultação do cadáver.

Do ponto de vista da legitimidade, as opiniões se dividem em dois campos. Um deles entende que foi um ato justo de vingança. Uma posição altamente questionável, a não ser que apoiemos a volta ao Código Hamurabi e à Lei do Talião. E, em geral, os americanos gostam de se apresentar no sentido contrário, como defensores da liberdade e da democracia, acusando bin Laden, a Al Qaeda e os Talibã de serem os medievalistas.

Ainda sob o ponto de vista da legitimidade, existe outro campo, dos que entendem que a morte de bin Laden foi um recado ao terrorismo. Mesmo que ele não tivesse ainda tanta influência financeira e militar sob sua organização terrorista, o assassinato de bin Laden seria justo, pois teria valor propagandístico para demonstrar os demais inimigos dos EUA quais são as consequências de ataques aos seus cidadãos. Foi uma ação de violência com objetivo de aterrorizar, o que, segundo nosso conceito, cabe na definição de TERRORISMO. Trata-se de uma justificativa muito parecida com a que foi utilizada para defender as bombas atômicas atiradas contra Hiroshima e Nagasaki.

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De São Paulo-SP.

Tirinha: http://www.malvados.com.br/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sobre o relator do Código Florestal

Para começo de conversa, o relator do Código Florestal, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), não é um juiz, mas um deputado federal. Sua função não é ser neutro, mas ter lado. Ele foi eleito porque defendeu claramente suas posições a favor disso ou contra aquilo, tendo respaldo popular e votos. No Congresso Nacional, além de Aldo Rebelo, existem outros 512 deputados federais eleitos da mesma forma, representando outras opiniões de outros cidadãos. E esse conjunto representa a vontade da sociedade. Talvez não seja o melhor sistema, mas é o que vale no Brasil.

Quando um projeto de lei é apresentado, o Congresso Nacional faz seus debates, tem gente que é a favor, tem gente que é contra, as comissões analisam e, no final, se não houver consenso, vai à votação no plenário. Ai não tem conversa, a maioria vence. Chama-se Democracia.

Por sua vez, Aldo Rebelo é um deputado diferente. É nacionalista, pensa no Povo em primeiro lugar, mas é um hábil articulador e ponderado por natureza. Por essas qualidades, o deputado Aldo foi escolhido pelo Governo Lula para ser o relator da proposta do novo Código Florestal. O Governo Lula entendia que o Código Florestal estava ultrapassado e, por conta disso, precisava ser reformulado. Reformulado em qual sentido? Em um sentido que permitisse o desenvolvimento agrícola do Brasil de modo sustentável. Se o Governo Lula queria a reforma do código, é porque não estava satisfeito com as disposições do antigo, que além do meio ambiente, deveria defender a agricultura.

Aldo foi escolhido para relatar o código, pois é um deputado conciliador e ponderado. Em vez de simplesmente escrever um projeto em seu gabinete com ajuda de seus técnicos e assistentes jurídicos, o deputado Rebelo preferiu fazer 60 audiências públicas em todos os estados do Brasil e ouvir 4 mil pessoas (poderiam ser mais gente, se mais pessoas tivessem comparecido). Houve quem optou por debater com o relator, houve quem preferiu entrar gritando nas audiências. E houve quem preferiu se omitir do debate, achando-se muito importantes para ir às audiências sem convite pessoal.

Depois de tanto debate, uma proposta de novo Código Florestal foi elaborada por Aldo Rebelo. Como já foi dito, o deputado federal tem lado, não é neutro (e nem deve ser) e fez uma opção pelo desenvolvimento do Brasil e pela pequena agricultura. Poucos projetos de lei foram elaborados de maneira tão transparente. Agora, resta ao Congresso Nacional aprovar, rejeitar ou emendar o relatório de Aldo Rebelo e estará feita a Democracia.

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De São Paulo-SP.


FOTO: http://pcdobsj.blogspot.com/2010/06/paulo-henrique-amorim-entrevista-aldo.html

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cisão na Direita

A Direita parece uma estrutura monolítica, mas não é! A Direita é formada por diferentes ideologias, desde patrimonialistas coronéis do campo, até empresários neoliberais dos centros urbanos, passando por conservadores da classe média, extremistas religiosos de todas as classes (em geral cristãos), donos de jornais saudosos da Ditadura, racistas, oportunistas, entreguistas etc. Em um grupo tão heterogêneo, obviamente existem diversas lideranças. Ocorre que, diferente da Esquerda, a Direita é muito pragmática e, desde o Governo João Goulart, aprendeu a deixar as diferenças de lado para poder dividir o poder entre suas várias vertentes.

Infelizmente (para a Direita), o Povo optou por eleger a Esquerda três vezes em eleições presidenciais. No Brasil, o Poder Executivo Nacional tem poderes quase imperiais, ou seja, há 8 anos (e pelos próximos 4) a Esquerda tem muito poder.

Diante da sua incapacidade de retomar o poder, os principais caciques de Direita começaram a brigar entre si. Cada um acusa os demais pelos fracassos consecutivos. É interessante notar como a imprensa, que em geral fala como uma só voz, também começa a divergir entre si. As organizações Globo são aliadas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e, por isso, tentaram ao máximo evitar a divulgação da notícia de que o político havia sido parado em uma batida policial e se recusado a fazer o teste do bafômetro para provar que não estava alcoolizado (e depois falam do Lula...). A Folha de S. Paulo é da turma do governador paulista Alckmin (PSDB), de São Paulo. Já o Estadão, velho baluarte do conservadorismo bandeirante, apóia o tucano José Serra de maneira tão descarada, que chegou ao cúmulo de publicar editorial acusando Alckmin de esvaziar o PSDB em favor do PSD de Kassab (tarefa que todo mundo sabe que está sendo executada por Serra).

Para o Brasil, essa divisão da Direita pode ser muito positiva, uma vez que obriga os diversos grupos a apresentarem programas ideológicos com mais clareza, fugindo do senso comum imposto contra a sociedade. Afinal, Direita sincera é uma coisa que não existe por aqui desde os tempos de Carlos Lacerda.

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De São Paulo-SP.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bin Laden: Morre o terrorista, não o terror

Osama bin Laden foi morto em 02 de maio de 2011 no Paquistão. Sua morte foi celebrada nos Estados Unidos como uma vitória na “guerra ao terror”, mas tal fato é mais simbólico do que prático.

O homem mais procurado do mundo nasceu uma multimilionária família saudita e foi, por longos anos, aliado da CIA (ocasião em que lutou contra os Soviéticos no Afeganistão). Durante a 1ª Guerra do Golfo, Osama se irritou com a presença de tropas infiéis na terra das duas mesquitas sagradas e declarou guerra aos EUA. Organizou uma rede terrorista chamada Al Qaeda e promoveu uma série de ataques em todo o mundo, com destaques ao ataque a duas embaixadas norte-americanas em 1998, na Tanzânia e no Quênia. Em 2001 a Al Qaeda foi considerada responsável pelos ataques ao World Trade Center realizados em 11 de setembro.

A rede terrorista Al Qaeda se notabilizou por usar um sistema descentralizado de organização, através de células auto-suficientes, o que dificultava seu desmantelamento. Bin Laden, além de ideólogo do grupo, era seu principal financiador.

Antes de 11 de setembro, bin Laden já era o homem mais procurado do mundo, mas a partir dos ataques o exercido americano até mesmo invadiu o Afeganistão para caçá-lo. Uma perseguição mundial deste porte inviabilizou totalmente a liderança de bin Laden, afinal, ele não podia mais se comunicar com o grupo (até mesmo porque as células são independentes), nem financiar ações (pois o dinheiro seria rastreado pelo sistema financeiro). Resumindo, bin Laden até era o homem mais procurado do mundo, mas certamente não era mais o legendário inimigo que a população americana acreditava. Sua morte terá poucos resultados práticos na situação mundial, pois ele já não exercia mais tanto poder em seu próprio grupo. Dizer que a morte de bin Laden irá gerar atos de vingança por parte de seus seguidores é outra bobagem, afinal, a Al Qaeda nunca decretou qualquer trégua na sua jyhad contra os infiéis. Em suma, vivo ou morto, pouco muda.

O terrorismo é um termo com múltiplos significado conforme o interlocutor ou o momento histórico. No nosso entendimento, “terrorista” é aquele que busca atemorizar seus adversários para atingir seus fins (sejam revolucionários, religiosos, ecológicos, imperialistas ou de resistência) e, para tal, executa ações de violência contra alvos civis. Nessa definição, podemos incluir homens-bomba na Palestina, os ataques ao 11 de setembro, o seqüestro de civis na Colômbia, as ações de Israel nos territórios ocupados e as bombas de Hiroshima e Nagasaki. Todas ações de violência contra alvos civis para causar temor nos adversários.

Excluímos da definição de terrorismo os ataques contra alvos militares ou que não tenham como primeiro objetivo atemorizar seus adversários. Sendo assim, não são terroristas as guerrilhas (enquanto lutam contra exércitos ou paramilitares), ataques à bomba contra bases militares, aviões ou navios de guerra, nem assaltos à banco (cujo objetivo principal era arrecadar fundos para a luta armada e não atemorizar) ou seqüestros de aviões com objetivos de negociação.

Bin Laden e a Al Qaeda eram terroristas, que ninguém tenha dúvida disso. Muitas das ações do governo americano (e seus aliados) no Afeganistão e no Iraque têm elementos claramente terroristas.

A questão principal é que a morte de bin Laden pouco importa para a continuidade do terrorismo, uma vez que as origens do terror não foram modificadas.

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De São Paulo-SP.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lançamento do CD PITANGA EM PÉ DE AMORA

PITANGA EM PÉ DE AMORA

Dia: 8 de Maio de 2011
Horários: Domingo, 19h
Duração: 90 min (aproximadamente)
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)
Gênero: MPB
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Programação:
“O nome poderia ser outra expressão que também explorasse o caráter excepcional da sonoridade do grupo. Cisnes em ninhada de pintinhos, nossa revelação musical deste ano faz samba, choro e frevo numa época em que metade do público de sua geração desconhece autores como Rafael Rabello, Pixinguinha, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, citados como suas principais influências.”

Participação especial: Lorenço Rebetez, Lulinha Alencar e Ronen Altman
Direção: Rubens Velloso.

http://www.auditorioibirapuera.com.br/detalhe_eventos.aspx?id=650

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Unicidade sindical

Não houve unidade entre as centrais sindicais governistas e ocorreram dois atos para comemorar o 1º de maio. Na Marques de São Vicente, o ato unificado da Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB. No Vale do Anhangabaú, a solitária CUT. As centrais governistas caminharam juntas durante os oito anos do Governo Lula, que foi responsável por grandes conquistas para os trabalhadores, mas o clima de unidade entre elas azedou por causa do imposto sindical (mas na verdade, o verdadeiro motivo da discórdia é a unicidade sindical).

O imposto sindical é a contribuição obrigatória de um dia de trabalho que todo trabalhador faz ao seu sindicato. Tal contribuição é o que mantém as lutas e as estruturas dos sindicatos. A CUT é contra o imposto sindical e defende que a contribuição seja voluntária. A justificativa é que isso faria as entidades mais representativas, pois teriam que lutar muito para conseguir se manter.

Como ninguém é louco de rasgar dinheiro, obviamente esse debate é apenas um pano de fundo para o verdadeiro motivo que divide as centrais: a unicidade sindical. A atual estrutura sindical no Brasil prevê apenas um sindicato por categoria em determinada base geográfica, sendo o município a menor permitida. Dessa forma, todos os trabalhadores de uma categoria do município são representados por seu sindicato e o financiam através do imposto sindicato. As diversas forças organizadas tem que disputar o sindicato para dirigir a categoria.

O outro modelo possível é a pluralidade sindical, em que qualquer um pode fundar o sindicato que quiser, do tamanho e forma que quiser. Neste modelo, cada trabalhador decide a qual deles se filiar e, conseqüentemente, a contribuição é facultativa. A CUT defende isso, pois a força política que a dirige, a Articulação Sindical do PT, acredita que com isso vai ampliar sua influência para bases de trabalhadores que atualmente estão ligadas a entidades da Força Sindical.

Trata-se de um raciocínio curto que enxerga única e exclusivamente o interesse específico deste grupo político, pois o fim da unicidade sindical e da contribuição obrigatória será um golpe desagregador do movimento sindical Brasileiro. De fato, surgirão alguns sindicatos mais fortes e combativos, mas no geral, as entidades sindicais se enfraquecerão e desaparecerão. Um exemplo disso é o que ocorreu no Movimento Estudantil. A Medida Provisória 2.208/2001 foi um ataque ao financiamento do Movimento Estudantil: a carteira de estudante. O resultado dela foi a desarticulação da maioria dos Centros Acadêmicos e Diretórios Centrais dos Estudantes, que deixaram de existir sem seu financiamento. Em vez de serem substituídos por entidades mais fortes, que buscariam o financiamento voluntário e conseqüentemente seriam mais combativas, as entidades dos estudantes em sua maioria desapareceram. De fato existiam alguns CAs e DCEs que eram meramente cartoriais e pelegos, cujas diretorias só se interessavam pelo dinheiro das carteiras, mas também existiam entidades combativas. Com o fim das carteiras, quase todas elas deixaram de existir, tanta as pelegas, quanto as de luta. Em seu lugar não surgiu nada, ou seja, os estudantes estavam melhor quando representados pelos pelegos do que hoje, quase sem representantes.

Se tal modelo for repetido no Movimento Sindical, o que tende a ocorrer é o mesmo, com o enfraquecimento das entidades de base e o fortalecimento do grupo político que dirige a principal central sindical (Articulação Sindical, da CUT). Infelizmente, tal grupo político está mais preocupado com a própria construção do que com a luta coletiva dos trabalhadores Brasileiros.

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De São Paulo-SP.


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