terça-feira, 7 de abril de 2009

Que absurdo!

Meu amigo Arthur Herculano pode estrelar as propagandas de todas as operadoras de telefonia celular concorrentes da Oi. Recentemente ele adquiriu duas linhas pós-pagas da Oi e comprou os dois aparelhos à vista (esse negócio de portabilidade é meio falacioso, pois os aparelhos da Oi custam muito mais caros que os das outras, que são subsidiados).

Após algumas semanas de uso, nessa terça-feira as duas linhas foram sumariamente bloqueadas. Bloqueadas porque além de não ligar, também pararam de receber ligações e mensagens. Ou seja, desconectado do mundo. E o pior, nem para o atendimento ao cliente era possível ligar.

Depois de horas navegando na página de internet da Oi (que é uma droga!) ele localizou outro telefone do SAC, mas apenas para ligações a partir de telefone fixo... Rumou até um telefone fixo e ligou para o número.

Foi informado que em seu cadastro, feito na compra das linhas, ele não havia informado um telefone fixo e que a operadora, após tentar entrar em contato com ele sem sucesso em uma única ligação realizada às 11h50, decidiu unilateralmente bloquear as linhas (nem receber podia!). Considerando que estava em um dia importante de trabalho sofrendo prejuízos pelo fato de não poder ligar, agravados pelo fato de sequer poder receber ligações de vários contatos que tinham apenas esses números para falar com ele, Arthur solicitou o imediato desbloqueio das linhas. A resposta da atendente foi categórica, as linhas só voltariam a funcionar após uma ligação da operadora para o número fixo recém informado. Detalhe, a ligação seria apenas no dia seguinte. Sem conversa. Sem negociação. Apenas no dia seguinte...

Indignado, ele desabafou:

- Que absurdo! Parece até aquela propaganda de celular. Alias, é a propaganda da Oi...

Depois dessa, tchau Oi!

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De São Paulo-SP.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Amanhã cancelo a assinatura da Folha de S. Paulo

O jornal Folha de S. Paulo abusou da boa vontade do Povo Brasileiro.

Primeiro publicou um editorial ri-dí-cu-lo dizendo que o Regime Militar foi uma “ditabranda”, pois matou menos do que as outras ditaduras da America Latina.

Depois, diante da enxurrada de cartas protestando, a Folha ainda teve a pachorra de ironizar os professores Fábio Konder Comparato e Maria Vitória Benevides por terem criticado o uso da novilíngua.

Por fim, nesse domingo o Jornal da família Frias fez mais uma de suas estripulias: criou uma tese fantasiosa sobre um plano de seqüestro para Delfim Neto durante a Ditadura e fez uma ginástica semântica para atribuir sua organização à Ministra Dilma Rousseff.

Diante disso, enquanto 1º Tesoureiro da UEE-SP, tomei a decisão de cancelar a assinatura da Folha de S. Paulo. Acredito que se deve ler de tudo, mesmo as mentiras da Folha, mas não posso admitir que uma entidade que foi perseguida pela Ditadura seja financiadora desse tipo de imprensa.

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De São Paulo-SP.

domingo, 5 de abril de 2009

NOTAS de domingo

OTAN

O blog do Azenha publicou a tradução de uma entrevista do professor Noam Chomsky sobre a OTAN. De acordo com Chomsky, a OTAN é o substitutivo para os exércitos coloniais de mercenários. “Guerras coloniais são brutais demais, duras demais paras soldados regulares”, disse o professor. Ao ingressar na OTAN, as nações do Leste Europeu se dispõe a enviar seus soldados para fazer o trabalho sujo que os EUA não querem.

FINANCIAMENTO ELEITORAL

Faz-se um escândalo porque a Camargo Correia teria feito doações ilegais para candidatos e partidos. E se fossem doações legais? O mais grave não é a ilegalidade, mas o fato de que as campanhas são pagas por empresas com contratos com o Estado.

REFORMA URBANA

Através do programa Minha Casa, Minha Vida, o Governo Lula se propõe a construir 1 milhão de casas, uma cifra digna de muitos méritos. Porém, além disso, seria importante que o Poder Público efetivasse a reforma urbana, pois existem cinco milhões de imóveis desocupados em todo o País.

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De São Paulo-SP.

sábado, 4 de abril de 2009

Uma outra visão sobre a Economia

Durante os dias 03, 04 e 05 de abril, a Fundação Mauricio Grabois e o Partido Comunista do Brasil estão promovendo o seminário “Desvendar o Brasil - suas singularidades, contradições e potencialidades”. Trata-se de um evento de altíssimo nível e restrito a apenas 300 quadros políticos do PCdoB escolhidos a dedo. Para saber mais, veja na página do VERMELHO.

Durante a mesa “Padrões de acumulação capitalista no Brasil e o capitalismo brasileiro hoje”, ocorrida na manhã de sábado, o economista João Sicsú, diretor do IPEA fez alguns comentários interessantes.

Ele questionou aqueles pseudo-economistas defensores da diminuição do gasto público do Estado Brasileiro. A economia nacional é composta pelo gasto doméstico (empresarial e dos trabalhadores), pelo gasto externo e pelo gasto público. Segundo Sicsú, a questão é aritmética, pois quando não existe o gasto doméstico e o externo, só resta ao gasto público tentar fazer a economia funcionar.

Além disso, João Sicsú também questionou o Banco Central e sua política de juros altos para conter a inflação. O exemplo que ele deu foi categórico: o COPOM subiu a taxa de juros por causa da alta dos alimentos, mas tal elevação de preços foi internacional de modo que nossa taxa SELIC não teria poder controlar os preços mundiais. A não ser, é claro, que o COPOM queira que o povo pare de comer.

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De Cotia-SP.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Esse é o cara

A frase do presidente dos EUA, Barack Obama, sepulta de vez as infundadas críticas a Política Externa do Governo Lula. Apesar de não ter conquistado (ainda) uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil obteve várias conquistas na OMC e organizou um bloco de negociação alternativo para as negociações econômicas (Grupo dos 20). Graças à política Sul-Sul do Chanceler Celso Amorim (que não tira os sapatos para entrar nos EUA), o Brasil diversificou suas parcerias comerciais pelo mundo, o que nos deixou menos dependentes das economias dos países mais ricos do mundo (que, coincidentemente, são os mais atingidos pela crise mundial).

Que FHC morra de inveja!


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De Cotia-SP.

FOTO: BBC

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O Brasil Interrompido

A 1ª Geração do Brasil industrializado foi formada durante a Ditadura Vargas e, por conta disso, era repleta de contradições: democracia/golpismo, soberania/entreguismo, populismo/elitismo... Ainda sim, a característica mais marcante dessa primeira geração foi o amor ao debate e à política, haja visto que, ao chegarem ao poder, criaram muitos partidos, organizaram conspirações, rebeliões e golpes.

A 2ª Geração do Brasil Industrial foi forjada na República Nova, dirigida pela primeira geração, mas livre de suas contradições. Essa geração tinha clareza na defesa da Democracia, da necessidade de um projeto nacional e soberano de desenvolvimento e da importância do caráter popular da sociedade Brasileira. Era uma geração revolucionária composta por artistas que criaram a Bossa Nova, por estudantes que bradaram “O Petróleo é Nosso!” e por trabalhadores que compreendiam seu valor e exigiam seus direitos. Certamente o Brasil teria sido muito grande se essa 2ª Geração tivesse chegado ao poder. Infelizmente não chegou, pois a parte mais atrasada, elitista, reacionária, entreguista e conservadora da 1ª Geração organizou o Golpe de 64 e atirou o Brasil na longa noite de 21 anos de medo e pobreza.

Essa 2ª Geração se perdeu. Impedidos de fazer a política democrática que tanto amavam, foram obrigados a se recolher à vida privada. Nunca chegaram ao poder para implementar seu sonho de Brasil, mas deram corpo e substância ao pensamento intelectual progressista.

O Brasil deles foi interrompido. No seu lugar instaurou-se um País submisso e subdesenvolvido. De todas as violências da Ditadura Militar, essa certamente foi a pior!

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De São Paulo-SP.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Se a carapuça serviu...

Muitos criticaram o Presidente Lula pela frase de que a crise foi causada por pessoas brancas e de olhos azuis. Uns criticaram a frase por ser “racista ao contrário”, enquanto outros alegam que parte dos banqueiros e empresários não são brancos, nem tem olhos azuis.

Talvez tenham razão na crítica, mas é sintomático o fato de todos os que ficaram ofendidos serem empresários, banqueiros, neoliberais ou, generalizando, serem pessoas vinculadas à elite econômica.

Em resumo, talvez a frase não fosse exata na classificação dos culpados da crise, mas o capuz serviu a quem de direito.

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De São Paulo-SP.